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O 2018 terrível da seleção alemã deixou alguma coisa de positivo para 2019? Veja as perspectivas

13 jogos, quatro vitórias (sendo três delas bem sofridas), três empates e seis derrotas. Eliminação vexatória e inédita na fase de grupos da Copa do Mundo e rebaixamento na Liga das Nações. O ano de 2018 foi, seguramente, um dos piores da seleção alemã em toda sua história.

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E olha que o ano de 2017 foi bastante positivo para a equipe, com 15 jogos, 11 vitórias e quatro empates, sem qualquer derrota. A última vez que a Mannschaft havia ficado de janeiro a dezembro invicta aconteceu há 20 anos, em 1997, quando fez nove jogos, conquistando sete vitórias e empatando duas vezes.

Além disso, a Alemanha conquistou o título da Copa das Confederações usando um time B, recheado de reservas e sem os principais nomes.


Diante desse cenário, a perspectiva para 2018 era a melhor possível. O penta mundial era realidade. Mas não foi isso que aconteceu. Os amistosos pré-Copa do Mundo começaram a indicar uma temporada tenebrosa, com atuações abaixo do esperado contra Espanha, Brasil, Áustria e Arábia Saudita.

Na Copa, derrota na estreia contra o México, vitória suada diante da Suécia aos 50' do 2º tempo e, no jogo contra os sul-coreanos, revés por 2 a 0 e eliminação precoce.


Özil e Gündogan pisaram na bola algumas semanas antes do Mundial na Rússia ao posarem para foto ao lado do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, um líder acusado de autoritarismo dentro do seu país e que promove uma dura onda de repressão contra seus adversários, prendendo milhares de pessoas.

Muitos torcedores pediram a expulsão dos dois atletas da seleção. Lembrando que ambos nasceram na Alemanha e têm ascendência turca.

E mais. O vestiário da Mannschaft, de acordo com a imprensa alemã, estava dividido. O corte de Leroy Sané, que havia sido um dos grandes destaques do Manchester City, também não foi muito bem digerido e pesou contra Joachim Löw.

A má fase de alguns jogadores experientes contribuiu para o fracasso. O próprio Özil estava em baixa, assim como Thomas Müller, Boateng, Hummels, Draxler, Mario Gomez e Khedira. E o capitão Manuel Neuer ainda se recuperava de uma grave lesão no pé, quando ficou inativo por quase um ano.

Poucos se salvaram na Copa. Toni Kroos foi bem, Marco Reus também. O jovem Julian Brandt, quando entrou, deu conta do recado. E só.


Muito se falou em demissão de Joachim Löw após o Mundial, mas, prestigiado pela DFB (Federação Alemã), ele continuou. E prometeu fazer uma renovação na equipe para que a má impressão deixada no primeiro semestre de 2018 fosse apagada. A chance era ir bem na Liga das Nações, competição criada pela Uefa para substituir os chatos amistosos da data Fifa.

E, de fato, uma pequena renovação foi feita. Os jovens Tah, Kehrer, Havertz e Gnabry foram efetivados na equipe principal. Sané retornou ao time e voltou muito bem, mostrando que poderia ter sido bastante útil na Copa do Mundo, apesar de nunca ter apresentado um bom futebol com a camisa da seleção até o momento da convocação final para o Mundial.

Aliás, Löw deve estar bem arrependido de não ter levado o atacante do City.

Özil se aposentou da seleção alegando racismo por parte da DFB; Mario Gomez também pediu para sair; Khedira e Boateng perderam espaço. Mesmo assim, os problemas não foram sanados. Os "veteranos" que continuaram, como Müller, Hummels, Kimmich e Jonas Hector, por exemplo, seguiram sem acrescentar muito.

E deu no que deu. Quatro jogos na Liga das Nações, dois empates, duas derrotas e rebaixamento para a Liga das Nações B, uma espécie de segunda divisão da competição.

Mas o que esperar da seleção alemã para 2019? Ano que vem começam as Eliminatórias para Euro 2020 e a ideia é garantir classificação. Alguma coisa diferente disso seria um desastre total. Vale destacar que a campanha horrorosa na Liga das Nações levou a Alemanha para o pote 2 do sorteio das Eliminatórias, deixando o caminho um pouco mais complicado.


O que deu certo e o que não deu

Nos jogos finais de 2018, o técnico adotou o esquema com três zagueiros e o time se portou muito bem na maior parte do tempo, fazendo bons jogos contra França fora de casa (apesar da derrota de virada), Rússia (vitória mais tranquila do ano) e Holanda (vacilando nos minutos finais).

Isso deverá ser mantido na maioria dos jogos, dependendo do rival. Hummels tem tudo para ser titular absoluto na defesa - e a esperança é que ele volte a ser aquele Hummels de sempre, um dos melhores defensores do mundo. Süle, Rüdiger, Ginter, Kehrer e até mesmo Boateng vão brigar pelos outros dois lugares na zaga.

Kimmich vem sendo usado como volante, mas ele se destacou na seleção como lateral. E joga como lateral no Bayern. Se Joachim Löw seguir escalando o atleta no meio de campo, será um erro. Kimmich, como meio-campista, é um jogador comum; na lateral direita, é acima da média.

O grande dilema é na lateral esquerda. Hector e Plattenhardt, que foram para Copa, são bem limitados. Schulz fez jogos honestos, mas também não inspira confiança. Por que não dar chance a Philipp Max, do Augsburg, destaque na Bundesliga?

Kroos, hoje, é o craque do time. Ele não sai. Em condições físicas ideais, Marco Reus também é titular absoluto.

E a velocidade parece ser o caminho para o setor ofensivo, sem um homem centralizado como camisa 9 fixo. Gnabry, Sané e Werner demonstraram que, com entrosamento, podem ser bastante efetivos. O trio joga solto e com os jogadores alternando de posição a todo momento, o que confunde a marcação adversária.


Em outras palavras. Apesar do péssimo ano de 2018, algumas coisas boas podem ser tiradas para 2019 - e, consequentemente, para o restante do ciclo até a Copa de 2022, que é o principal objetivo da seleção alemã.

Com o amadurecimento, Havertz e Brandt prometem ser muito úteis, principalmente no setor de criação. Kai Havertz principalmente. Com apenas 19 anos de idade, o meio-campista do Bayer Leverkusen mostra que tem um toque de bola refinado, é diferenciado, tem visão de jogo. Só precisa trabalhar bem em cima do menino.

E os mais experientes em má fase? Thomas Müller pode, sim, voltar a ser protagonista na seleção. Precisa melhorar no Bayern. Assim como Boateng. Já o volante Khedira deve retornar ao time para alguns jogos, mas já não é tão essencial assim. E Gündogan depende da sua condição física.

Eu preferia Joachim Löw fora da equipe, sempre sonhei com Jürgen Klopp no comando - e sei que isso é inviável neste momento. Mas já que ele continuou, resta torcer para que ele deixe algumas convicções ultrapassadas de lado e, de fato, faça uma renovação de qualidade na equipe.

Piorar não dá. Então a esperança é de uma boa melhora para o ano que vem.

Os jogos da Alemanha em 2018:

Alemanha 1 x 1 Espanha (amistoso)
Alemanha 0 x 1 Brasil (amistoso)
Áustria 2 x 1 Alemanha (amistoso)
Alemanha 2 x 1 Arábia Saudita (amistoso)
Alemanha 0 x 1 México (Copa do Mundo)
Alemanha 2 x 1 Suécia (Copa do Mundo)
Alemanha 0 x 2 Coreia do Sul (Copa do Mundo)
Alemanha 0 x 0 França (Liga das Nações)
Alemanha 2 x 1 Peru (amistoso)
Holanda 3 x 0 Alemanha (Liga das Nações)
França 2 x 1 Alemanha (Liga das Nações)
Alemanha 3 x 0 Rússia (amistoso)
Alemanha 2 x 2 Holanda (Liga das Nações)


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