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Torcedores da Alemanha pedem o corte de Özil e Gündogan da seleção que vai à Copa; entenda a polêmica

Mesut Özil, do Arsenal, e Ilkay Gündogan, do Manchester City, se envolveram em uma enorme polêmica nesta semana, fazendo com que grande parte dos torcedores da seleção alemã pedisse o corte de ambos da equipe que vai disputar a Copa do Mundo na Rússia - lembrando que eles foram incluídos na lista preliminar de 27 nomes.

Nascidos na Alemanha e descendentes de turcos, os jogadores foram alvos de críticas após um encontro com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que ocorreu em Londres. "Com respeito ao meu presidente", disse Gündogan em uma dedicatória ao entregar sua camisa ao político.

Vale ressaltar que Emre Can, meia do Liverpool e também descendente de turcos, foi chamado para o encontro, mas se negou. Ele está fora do Mundial por conta de lesão nas costas.

O fato é que isso pegou muito mal. No poder há 15 anos, Erdogan está em campanha eleitoral após antecipar as eleições parlamentares e presidenciais do país em um ano e meio, para 24 de junho de 2018. Desde o golpe de Estado fracassado na Turquia, em julho de 2016, o presidente turco promove uma dura onda de repressão contra seus adversários. Milhares de pessoas já foram presas no país.

Diante disso, a DFB (Federação Alemã) se pronunciou. "O futebol e a DFB defendem valores que não são respeitados suficientemente por Erdogan. Por isso, não é bom quando nossos jogadores são manipulados para sua campanha eleitoral", afirmou o presidente Reinhard Grindel.

Ele destacou ainda que a ação dos jogadores não contribui para o trabalho de integração feito pela Federação Alemã.

"Os dois não tinham consciência do simbolismo e significado dessa foto, mas não aprovamos essa ação e falaremos com eles", afirmou Oliver Bierhoff, diretor da Mannschaft.

Existia até a expectativa de que Joachim Löw não chamasse os dois atletas para o Mundial, mas eles estão na lista e devem ser confirmados entre os 23 da Copa. O Bild fez uma enquete entre seus internautas e a grande maioria, 85%, disse que queria ver Özil e Gündogan fora da seleção -  foram cerca de 164.600 votos.

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