Exames apontam que Mario Götze sofre de miopatia. Mas o que é isso? Entenda

Nesta semana, a notícia de que Mario Götze teria que se afastar dos gramados por conta de distúrbios metabólicos caiu como uma bomba no Borussia Dortmund. O clube não especificou o tipo de problema de saúde que o jogador tem e também não deu qualquer prazo para seu retorno ao futebol.


Segundo informações do conceituado jornal Süddeutsche Zeitung, os exames preliminares apontaram que Götze sofre de miopatia. Sim, existem tratamentos.

Mas o que é isso?

Trata-se, basicamente, de uma doença muscular que deixa os membros das pessoas fracos ou estafados, com dificuldades para realizarem atividades cotidianas, como, por exemplo, subir ou descer escadas, levantar de uma cadeira ou de uma cama ou até mesmo caminhar normalmente.

A doença está classificada em diversos tipos, que incluem distrofias genéticas, quadros inflamatórios, disfunções metabólicas e tóxicas, que é efeito de medicamentos. O sintoma mais comum, presente em praticamente todos os grupos da miopatia, é a fraqueza nos músculos próximos ao tronco, como a musculatura do ombro, coxa e região do quadril.

O neurologista Leandro Teles, em declarações para o jornal Zero Hora, explica um pouco sobre o problema de saúde. "A miopatia é um grupo heterogêneo de doenças que podem ser herdada ou adquirida durante a vida. O paciente tem um caminhar típico, dificuldade em elevar os braços podendo, em alguns casos, perder massa muscular e apresentar dores intensas", comentou.

Principais tipos

- Distrofias musculares: Doenças provocadas pela mutação de genes que são responsáveis pela produção de proteínas do tecido muscular. Existem mais de 30 doenças nesse grupo. As mais comuns, de início na infância, são distrofia de Duchenne e a distrofia de Becker. Já na idade adulta a mais comum á a distrofia tipo fácio-escápulo-umeral. Existem formas mais graves e mais leves neste grupo.

Os sintomas são déficit muscular progressivo e geralmente indolor. Pode ocorrer aumento patológico das panturrilhas, por substituição da musculatura local por gordura. E o tratamento é feito com fisioterapia e uso de corticoide para retardar o processo. A principal esperança em um tratamento mais incisivo está na terapia gênica, ainda em fase incipiente.

- Distrofia Miotônica: É a forma de doença muscular genética mais comum. Atinge pessoas de ambos os sexos e inicia-se com maior frequência entre 10 e 30 anos de idade.

Entre os sintomas destacam-se a fraqueza muscular progressiva, atrofia na região dos ombros e franca dificuldade para relaxar a musculatura das mãos. Associa-se queda das pálpebras, tendência à arritmia cardíaca e, nos homens, calvície frontal precoce e infertilidade. Ainda não existe um tratamento etiológico para a distrofia miotônica. O uso de medicamentos e fisioterapia ajuda a amenizar os sintomas e proteger o coração de arritmias.

- Miopatias inflamatórias: Grupo importante de miopatias adquiridas. Está relacionada à inflamação muscular e destruição das fibras. Várias condições podem levar a essa inflamação, tais como infecções, tumores ocultos e doenças reumáticas.

Além de ser a chave para identificar uma série de doenças ocultas, configura um grupo de doenças tratável efetivamente. O paciente apresenta, além da fraqueza, dores musculares, evidência laboratorial de destruição muscular e, eventualmente, lesões de pele. O tratamento é baseado na causa. Muitas vezes são necessários anti-inflamatórios potentes ou remédios para reduzir a ação do sistema imunológico do paciente.

- Outras miopatias importantes: A lesão muscular pode ser causada por medicamentos (como corticoides, remédios para reduzir o colesterol, anti-arritmias, entre outros). Pode também ser causada por disfunções metabólicas, funcionamento inadequado da glândula tireoide ou mesmo doenças críticas que mantém o paciente muito tempo na UTI. Nesses casos, o tratamento será direcionado à causa.

Fonte: jornal Zero Hora
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