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Modelo Red Bull de gerência é sucesso inegável no campo e na bola

Em muitos aspectos, a Alemanha é vista como modelo para o resto do mundo. Sua habilidade de se tornar um dos países mais importantes do planeta pouco tempo depois da sua formação como nação, em conjunto com sua influência maciça a níveis políticos e econômicos no continente europeu e no resto do mundo em tempos atuais, coloca a nação em uma posição invejável perante a opinião pública.

O mesmo se vê no futebol, área em que a tão falada “eficiência alemã” também se aplica. No nível internacional, a seleção alemã consegue se manter quase sempre entre as favoritas dos torneios continentais e mundiais que disputa, tendo executado um trabalho excelente de renovação de grupo no período entre as Copas do Mundo de 2002 e 2014. Enquanto isso, a Bundesliga se esforça para se posicionar como segunda força no continente, tentando ultrapassar a liga espanhola e deixar para trás os italianos, que buscam (re)emergir.

Pode até ser que em tempos mais recentes esse progresso tenha enfrentado barreiras inesperadas. A tática de mercado do Bayern de Munique de simplesmente pegar boa parte dos melhores talentos alemães desenvolvidos por seus oponentes de Bundesliga, que foi até adotada pelo Borussia Dortmund na última janela de transferências, conforme mostra matéria do Globo Esporte que pode ser lida em https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-alemao, parece ter encontrado o começo de um esgotamento. Não é coincidência que a queda de competitividade da Bundesliga tenha vindo em conjunto com a queda do próprio Bayern (e de outros times alemães) nos torneios europeus.

Entretanto, frente a um modelo tradicional encontrando alguns “buracos”, existe outro que gera polêmica e alguns resultados bem positivos em seu caminho. É o caso do RB Leipzig, clube cuja existência por si já gera altas discussões entre os fãs quanto à sua legitimidade por se tratar de um time de empresa: no caso, a companhia de bebidas energéticas Red Bull.

Fonte: Pixabay
Antes da criação do RB Leipzig, a Red Bull já havia feito “experimentos” na Áustria e nos Estados Unidos, comprando times locais para transformá-los em potências nacionais. Mas na Alemanha, regras rígidas sobre times que obrigam os mesmos a manter controle acionário majoritário sobre si próprios, protegendo-os de influências externas como mega-investidores, surgiram como empecilho ao projeto de formação do clube.

Como ocorre com boa parte das situações da vida, houve uma solução para o problema. Após longas conversas com diversos clubes Alemanha afora, a Red Bull comprou um time que se encontrava fora da estrutura da Bundesliga, na quinta divisão alemã, para completar seus planos em 2009. Sete anos depois, eles se encontrariam no topo da pirâmide, disputando a Bundesliga com os melhores times do país.

Hoje, o Leipzig é a terceira força do campeonato alemão, conforme mostram os prognósticos encontrados em https://apostas.betfair.com/prognosticos/prognosticos-football/. Na tabela da Bundesliga, até o dia 12 de novembro, o time se encontrava empatado em pontos com o Bayern de Munique, na segunda colocação do campeonato.

O maior destaque do Leipzig, além da sua rápida ascensão, é o seu modelo de gerência. O projeto da Red Bull, com quatro times espalhados pelo mundo, incluindo uma equipe aqui no Brasil, tem como comandante-geral o ex-técnico alemão Ralf Rangnick.



Por meio de uma estrutura centralizada, Rangnick organiza os esforços da Red Bull desde os métodos de treinamento de seus times até a rede de olheiros e as táticas para as janelas de transferência em cada país onde os clubes da empresa operam. É algo que parece funcionar muito bem, apesar de cada time ter limitações regionais (e financeiras) específicas e bem diferentes entre si.

Ainda que o Leipzig até então não tenha ganhado títulos de grande destaque, eles já bateram na trave duas vezes ao terminar em segundo lugar na sua primeira temporada na Bundesliga em 2017 e sendo vice-campeões da Copa da Alemanha na temporada passada – perdendo o troféu para o Bayern. Seu “irmão” austríaco tem tido grande sucesso no país, dominando completamente a Bundesliga do país vizinho à Alemanha, vencendo as seis últimas edições do torneio.

Agora, será interessante verificar se esse sucesso se estenderá ao Brasil. Os primeiros passos já têm sido bem promissores, com a união entre Red Bull e Bragantino resultando em uma campanha fortíssima na Série B desse ano (20 vitórias, 8 empates e 6 derrotas em 34 jogos) que levou à promoção antecipada do time para a Série A do ano que vem.

Os planos para o Red Bull Bragantino, que ganhará esse nome no ano que vem, também são bastante ambiciosos. A meta é entrar já na briga do título em 2020, em roteiro semelhante ao dos outros clubes da Red Bull. E o investimento previsto para que tal meta seja alcançada, de R$ 200 milhões, segundo matéria da revista Veja publicada em https://veja.abril.com.br/especiais/red-bull-bragantino-clube-empresa-promete-voar-em-2020/, talvez seja o bastante em um mercado como o nosso.

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