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Horror alemão: sonhei com um Porsche, mas não passava de um Fusca mal reparado

Por Taynã Melo
@melonomatopaico

A hecatombe aconteceu diante de nossos olhos, a Alemanha foi horrorosa e a eliminação foi mais que merecida

A Coreia do Sul deu o troco alguns anos depois. Após ser derrotada na fase de grupos da Copa de 1994, nos Estados Unidos, e na semifinal de 2002, em casa, os asiáticos foram cruéis, impiedosos e merecedores. Venceram a Alemanha nos acréscimos por 2 a 0. Foram eliminados no Mundial da Rússia, mas tiveram o sabor de destroçarem os atuais campeões mundiais. A Alemanha caiu na fase de grupos de uma Copa do Mundo pela primeira vez na história. Foi um desgraçado vexame, mas que era previsível. Por falta de aviso não foi. Mas vamos por partes, uma vez que os erros são grandes e numerosos.

Bagunça em revés

O técnico da Alemanha, Joachim Löw, não teve convicção de escalar um time mais novo. Trouxe alterações inesperadas até, mas não foi convincente em definir o onze inicial para o duelo decisivo contra a Coreia do Sul. Süle foi o escolhido para substituir Jérôme Boateng na zaga. Rüdiger foi escalado na partida contra a Suécia, mas ficou no banco. Não se sabe se a atuação do defensor do Chelsea foi reprovada, mas o atleta do Bayern de Munique entrou em uma danada fogueira – perdão pelo trocadilho com as festas juninas, não foi proposital.


No meio de campo, Sami Khedira e Mesut Özil foram escalados como titulares. Dois jogadores que tiveram um desempenho bisonho na estreia contra o México, foram peças completamente nulas, não tiveram falta sentida no decorrer da Copa do Mundo, mas foram colocados de primeira no jogo mais importante do ano. Nova falta de convicção do comandante técnico. Goretzka (você veio?) foi escalado no lugar de Thomas Müller pela direita, Draxler ficou na suplência. No ataque, nenhuma modificação. O time escalado no maior vexame do futebol alemão foi: Manuel Neuer; Kimmich, Hummels, Süle e Jonas Hector; Sami Khedira e Toni Kroos; Goretzka, Özil e Marco Reus; Timo Werner.

Tive atenções divididas com o jogo México x Suécia. Tão importante quanto e fundamental para ajudar nas pretensões teutônicas. O confronto entre os melhores da chave estava aberto, movimentado, com boas oportunidades. Diferente do que era visto em Kazan. Não parecia que as equipes tinham chances de classificação. Um jogo sonolento.

A Coreia do Sul manteve sua postura fechada. A Alemanha também repetiu a estratégia que trouxe à memória um dos versos do recheado repertório musical da Xuxa – “roda, roda, roda e não saia do lugar”. Inofensivo, inocente, como a infância.

Os asiáticos ofereciam mais perigo. Aproveitavam as brechas oferecidas pelo oponente, avançavam pelos lados e tinham Son Heung-Min como referência. A Coreia do Sul tem um elenco fraco, com exceção de um ou outro atleta, mas deu trabalho. Com meia hora de jogo, os atuais campeões e vexatórios tinham 71% de posse de bola não convertida em oportunidades de gol.

No segundo tempo, a Suécia passou por cima do México e venceu por 3 a 0. Com melhor saldo de gols, a classificação escandinava estava garantida com merecimento. Restava a Alemanha apenas um gol, uma vitória simples, uma jogada bem trabalhada, uma pressão vertical, um incômodo forte ao oponente. Os atuais tetracampeões do mundo, com 19 participações em 21 edições do Mundial, não conseguiram. Caracterizar como “vergonha” é pouco, muito pouco.

O desespero tomou conta da comissão técnica pelas entradas de Mario Gómez, Thomas Müller e Julian Brandt em 20 minutos, no lugar de Sami Khedira, Goretzka e Jonas Hector. A tática ocorrida no certame foi repetida. Bola para Kimmich, cruzamento para a área, ninguém aproveitava. Toni Kroos era acionado, arriscava sem sustos. A bagunça era mais evidente com o passar do tempo porque não havia respeito por posição. Pelos cruzamentos em demasia, Hummels ficou toda a reta final no ataque.

Os acréscimos caracterizaram a hecatombe e deram uma impressão do vexaminoso desempenho. O árbitro Mark Geiger (EUA) deu seis minutos de acréscimo. Aos 46, Son Heung-Min cobrou escanteio, Yun Young-Sun deu leve toque e Kim Young-Gwon completou para as redes depois de ficar com a sobra em bate-rebate.

A arbitragem inicialmente anulou o lance. O VAR entrou em ação e as imagens mostraram que a assistência para o gol coreano foi de Toni Kroos! Sim, o camisa 8, cérebro da equipe, herói da vitória contra a Suécia, foi fundamental para o primeiro gol da Coreia do Sul. Gol validado.

Apenas aos 48 minutos, a Alemanha caiu em si e passou a pressionar. Muito pouco, muito tarde. A evidência da bagunça foi demonstrada quando Manuel Neuer abandonou o gol, foi ao campo de ataque. Perdido por um, perdido por dois: a eliminação vinha. O camisa 1 tentou ser um meio-campista. Claro que não deu certo. Aos 51, Ju Se-Jong roubou a bola do arqueiro no campo de ataque, deu um chutão para a frente Son Heung-Min concretizou a hecatombe: Coreia do Sul 2 a 0 e o adeus de ambos. Não restou a falha atabalhoada em defender o título – o dissabor foi ampliado com a última colocação do Grupo F, com o saldo deficitário e incontáveis erros no ponto alto do ciclo.

O que deu errado?

Dias antes do início da Copa do Mundo, a Deutsche Welle – um dos principais meios de comunicação da Alemanha – listou uma sequência de acontecimentos que poderiam contribuir para um histórico fracasso. O ambiente interno era a principal sangria impossível de ser estancada a curto prazo. As polêmicas fotos de Özil e Gündogan com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan tumultuaram a DFB (Federação Alemã de Futebol) e dividiu o grupo. Além disso, o fato de Manuel Neuer não ter atuado durante toda a temporada, voltar a tempo de disputar a Copa do Mundo e ser escalado como titular e capitão, enquanto Ter Stegen se sentiu desprezado por ter feito boa temporada no Barcelona e não ser utilizado. Esse foi outro aspecto que dividiu o grupo.

O terceiro ponto foi a inserção, a convicção e a confiança de Joachim Löw nos jovens jogadores. Rüdiger, Rudy, Goretzka, Julian Brandt e Timo Werner de um lado; Manuel Neuer, Thomas Müller, Sami Khedira, Mario Gómez e Özil do outro. Não houve equilíbrio em saber usar bem as peças que tinha. Faltou coragem para barrar em definitivo alguns medalhões que foram úteis anteriormente, mas não apresentavam o mesmo desempenho nos clubes e na seleção. E, claro, deve ser mencionado que Löw barrou o goleiro Leno, o meia Leroy Sané e o atacante Sandro Wagner por convocar atletas discutíveis.

Os resultados também pesaram contra. A Alemanha venceu apenas dois jogos em 2018 e com muito sufoco. Superou a Arábia Saudita no último amistoso preparatório e a Suécia no último fim de semana. Não houve resultados positivos contra Inglaterra, Espanha, França, Brasil, Áustria, México e Coreia do Sul. Diante dos austríacos e mexicanos, a primeira derrota em mais de três décadas.

O que esperar?

Sinceramente, não sei. Primeiro, deve ser aguardada a postura da DFB quanto à manutenção da comissão técnica, que teve contrato renovado até a Copa de 2022. Em seguida, se Löw, Bierhoff e sua trupe permanecerem, como o relacionamento como os jogadores vai ocorrer daqui para a frente. É uma cruz estocada no peito da Alemanha de uma maneira irretocável e fatal. Os primeiros testes para reorganizar a casa depois do pior desastre irão acontecer no próximo mês de setembro, quando terá início a Uefa Nations League. França e Holanda serão os primeiros oponentes. Para a torcida, resta aguardar e torcer para que a façanha medonha não se repita.


14 comentários:

  1. É muito provável que a DFB mantenha Low no comando da Manschaft e que em setembro durante a liga das Nações essas mesmas figurinhas repetidas sejam chamadas novamente. Não acredito que Low deixará de convocar Ozil, Kedira, Hummels, Boateng, Tomas "Mula" sim pois a aparição dele nesta copa foi digna de piedade desde a EURO 2016 e ainda assim foi convocado por Low, Pra resolver os problemas de ataque da Alemanha será chamado de novo o super Mário para salvar a nação alemã, enquanto esse técnico teimoso se perpetuar no cargo a tendência da seleção alemã é entrar em decadência assim como Itália e Holanda que ficaram de fora da copa de 2018. Jovens talentos como Brandt, Saneh, Gnabry , Klosterman e outros como Sandro Wagner não terão chances com esse técnico turrão que vai preferir os veteranos. Low massacrou Julian Brandt só o colocando nos instantes finais das duas primeiras partidas e só aos 32 do segundo tempo no jogo contra a Coréia do Sul.

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    1. Timo foi um "verme" , "O"zil foi um zero à esquerda e Manuel Neuer foi um "noiado" quando desesperadamente abandonou as traves para se lançar ao ataque como um kamikaze ...

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  2. Um dia um certo astro inglês disse " Todos temos um craque, a Alemanha tem um time", e disse corretamente, a Alemanha sempre foi as copas providas de uma equipe e de lideres dentro do campo, estes que não se preocupavam em estar bonito pra foto, posso citar vários, mas dois recentes nos mostraram isso, Lahm, Basti e Klose, cada um arrumava seu setor com a longa experiência e respeito que tinha por seus colegas, e nos último 8 jogos todos com excessão do Neuer e Kroos tentaram jogar a batata quente para os outros e tivemos este resultado, mas um time que ganhou uma copa das confederações e ganhou 10 jogos de eliminatórias marcando 43 gols não podia ter jogado sem motivação daquele jeito, o que aconteceu foi o fator Neuer, Özil e Gundogan, e também os barrados, rachou o que a Alemanha sempre priorizou, a equipe, um time, não sou a favor da demissão do Löw, apenas deve se renovar sobre táticas e ter uma conversa séria aberto a críticas própria frente de seus jogadores, e retomar o trabalho, eu não digo que foi vexame, desde 2002 foi ate as semi final, e foi campeão em 2014. O Brasileiro zuando a Alemanha é digno de pena, tem um time de marketing que não joga nada e logo mais cai, mas tão lá zuando, Rivaldo ironizou sobre a seleção a se inspirar,de fato 7x1 foi um acidente que dificilmente acontecerá denovo, mas a Alemanha tem um exemplo de organização a ser estudado e passado em novas formas para outras seleções, mas cada um sabe o que quer, a federação deixou 30 mil e uma van para os índios pataxos, deixou o resort para a população, deu as bikes para a escola vender, e tratou o pessoal de lá de igual pra igual, a CBF fez isso em 80 anos ? Pois é, e agora são os chucrutes, bando de corno, alemão safado e por ai vai, Brasileiro não sabe a palavra gratidão.

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    1. Perfeita análise. Foi um vexame sim, não pelos resultados mas sim pelo comportamento em campo. torço pra Alemanha desde os 8 anos, já vi time com muita "cintura dura" e perna de pau, mas nunca vi uma Mannschaft tão sem alma e sem vontade quanto esta. E quanto aos brasileiros, realmente digno de pena, coisa de povo medíocre mesmo. #7a1eterno!

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  3. Os brasileiros são realmente dignos de pena em sempre ficar relembrando aquele fatídico 7 a 1. Um resultado daquele nunca mais se repetirá e deveria ficar pra o passado. As críticas e piadas nas redes sociais ironizando a Alemanha, mostram o ódio que as pessoas ficaram da seleção alemã, e o desejo de vingança era latente o tempo todo. Apesar da enorme decepção com o baixíssimo rendimento dos jogadores e da eliminação para os coreanos , ainda foi melhor que ter se classificado para as oitavas e tivesse pego a seleção brasileira pois seria uma verdadeira humilhação em campo pois a Manschaft seria literalmente varrida de campo pelos Brasil e a vergonha de ser eliminada por uma goleada acachapante era pior. O técnico Low fez um excelente trabalho desde 2006 mas acho que já está na hora de passar o comando da equipe para outro técnico pois dificilmente ele deixará de convocar os mesmos jogadores funestos que afundaram a esperança da conquista da 5° copa do mundo.

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  4. A seleção brasileira apesar de está jogando um futebol mediano , seria sim , capaz de aplicar uma goleada na Alemanha devido a enorme desorganização tática e apatia de seus jogadores.

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  5. O caso da Alemanha é simples para quem acompanha futebol alemão: O treinador é sim o grande responsável,por ter bancado medalhões em má forma física e técnica há pelo menos 2 anos,como Ozil e Muller,não que não pudessem estar no grupo pelo seu histórico,mas como opções do banco;Por escolher um estilo de jogo em que a posse de bola era mais importante que atacar;por não tentar implementar novas táticas e formações para surpreender os adversários;Por deixar de fora jovens em ascensão como Sané,P.Max,FullKrug, Gnabry ea té o veterano ,mas bem melhor atualmente que o inútil Gómez.Óbvio que a geração não é tão boa assim,basta ver como estão maus os times alemães,mas uns 6 ou 7 tinham mais condições que alguns que foram convocados.Meu onze inicial teria sido:4-3-3 Stegen( Neuer,banco pelos 8 meses fora e Stegen vem em ótima forma)Kimich(não iria adivinhar que iria fazer uma copa tão ruim),Boateng e Hummels na zaga( são os melhores,mesmo lentos,parece que não se cuidam,pois,ambos não tem nem 30 anos)Phillip Max( melhor lateral esquedo da temporada,pretendido por gigantes Europeus,mas ignorado por Low, que preferiu os inutéis Héctor e Platerhardt)Ginter de volante( alto,resolveria o problema da jogada aérea ofensiva e os bisonhos escanteio curtos,além de poder jogar como terceiro zagueiro),Kroos e Ozil(depois deveria ser barrado por Brandt);Reus e Werner abertos nas pontas e Wagner no centro.Ainda teria ao meu dispor jogadores chaves no banco como Gnabry e Sané nas pontas,Fullkrug no centro,Rudiger na zaga,o caso Muller só escalaria se mudasse o esquema para o 4-4-2 ele seria segundo atacante,reserva de Werner, que não tem altura e nem jeito de atacante de centro.Muller é um caso especial joga só bem como segundo atacante,jamais nas pontas,pois é lento e sem habilidade.

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  6. 27/06/2018 uma data que ficará manchada na história da mannschaft! A seleção alemã, outrora respeitada, hoje é motivo de "chacota" e infelizmente com razão de ser. Acho que o ciclo de alguns jogadores e do próprio treinador Löw chegou ao fim, é preciso que a DFB reaja rapidamente para estancar este processo de "queda livre" e tentar reverter a situação, sob pena do vexame se instalar como lugar comum - vide Itália e Holanda...(talvez o melhor exemplo seja o italiano. Campeão em 2006 e depois só vexames, inclusive o fundo do poço de não se classificar para a Copa de 2018. Será que a Alemanha não está no início deste processo - a da Itália começou igual, com uma eliminação na primeira fase em 2010. Se for isto, estamos iniciando um período tenebroso do futebol alemão. Olhem que acho que é por aí - o futebol alemão mudou depois da conquista de 2014, não é mais a mesma seleção de outros tempos (em termos de espírito, vontade e por que não dizer: categoria). Isto acho que é o mais preocupante, à longo prazo...

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  7. Ia fazer um comentário, mas lendo o que o Ronaldo Oliveira escreveu sobre o Sandro Wagner já vi que não entende nada de futebol e não assiste a Bundesliga.

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  8. Colega você que se acha o sabe tudo de futebol alemão acha melhor Mário Gomes que Wagner? Cada um tem sua opinião assim como Low entende que super Mario resolveria os problemas de ataque da seleção. Werner não funcionou nessa copa e Wagner é melhor que Mário Gomes. Sobre a Alemanha eu tenho apenas 40 anos de experiência pois comecei cedo a me interessar por futebol alemão, bundesliga eu entendo um pouquinho mas não sou mestre como você se acha...

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  9. Agora tu entra aqui pra querer saber mais que todo mundo aí colega eu só tenho que ter pena de pessoas como você.

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  10. Quanto ao Sandro Wagner, sei que ele não é nem um garoto, já está na casa dos 30 anos mais com certeza é mais produtivo do que Mario "Goma" que já está passando da hora de se aposentar.

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    1. Correto Wagner é melhor que Gómez,presta atenção nesse garoto Fullkrug que o Low ignorou e está sendo pretandido pelo Everton.Gómez é piada pronta 8 gols na temporada.

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