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Alemanha ainda não está pronta para a Euro, apesar da goleada contra a Itália



+ Texto original retirado do Fox Sports

O clima de euforia tomou conta dos torcedores alemães depois da boa goleada que a seleção aplicou sobre a Itália no amistoso da última terça-feira, em Munique, quebrando um longo tabu de 21 anos sem vencer o rival. E foi mesmo um grande jogo da Mannschaft, com boa triangulação ofensiva, muita disposição dos atletas e uma certa segurança defensiva.

É bem verdade que os italianos estavam desfalcados de alguns dos principais atletas, assim como a Alemanha, que teve uma formação incial diferente, sem Reus, Boateng, Schweinsteiger, Neuer e Khedira, entre outros nomes. Não podemos esquecer também que, dias antes, essa mesma Alemanha passou vergonha em Berlim ao levar a virada da Inglaterra após abrir dois gols de vantagem no placar.

Joachim Löw apostou no esquema 3-5-2 para pegar a Azzurra e deu muito certo, com Rüdiger, Mustafi e Hummels formando o miolo de zaga. O trio deixou a defesa fortalecida. Kroos, Özil e Draxler foram os responsáveis pela armação das jogadas, com Thomas Müller e Götze mais avançados. Sem Neuer, ter Stegen, do Barcelona, foi o escolhido, mas ainda não passa tanta confiança.

Götze fez um belo jogo diante da Itália e saiu em alta, apesar da incômoda reserva no Bayern de Guardiola. Mario Gomez, titular contra a Inglaterra, foi outro que deixou uma boa impressão nesta data Fifa - ele, inclusive, faz uma excelente temporada no futebol turco. O intocável Kroos marcou gol em ambos os jogos e também ganhou pontos.

Jogar com centroavante? Sem centroavante? Müller ou Götze de "falso 9"? O comando de ataque ainda é uma incógnita, mas boas opções para o setor não faltam.

Mesmo assim, a Alemanha precisa de muitos ajustes e não está nada pronta para tentar buscar o tetra na Eurocopa, que começa em junho, na França. A começar pelos laterais, o grande dilema desta seleção. Pela esquerda, Jonas Hector faz o arroz com feijão e vem dando conta do recado. O atleta do Colônia anotou um gol contra a Itália e tem a total confiança de Löw, mas não é nem de longe o cara ideal para posição.

Por que não dar nova chance a Schmelzer, do Borussia Dortmund? A Bundesliga que faz o canhoto aurinegro é muito boa, sem as lesões que sempre o atrapalharam e com atuações acima da média, ajudando o ataque e marcando com eficiência. Durm, também do BVB, é outro que merece ser considerado.

E o lado direito? Contra a Inglaterra, o meia Emre Can foi testado na posição e mandou muito mal. Já diante dos italianos, o também meia Rudy, do Hoffenheim, foi deslocado para a ala e fez um jogo bom, seguro atrás e chegando bem na parte ofensiva, sofrendo até um pênalti cometido pelo goleiro Buffon. Ginter corre por fora nessa briga. De todos que foram testados após a conquista da Copa de 2014, Rudy é o que mais agrada.

Mas para quem tinha Philipp Lahm até outro dia por ali...

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