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A 2.Bundesliga está de volta, com novas e antigas histórias!

Por Guilherme Costa 

Reprodução: Facebook/ VfL Osnabrück

Hoje, às 15:30, no horário de Brasília, Bochum e Hertha Berlin abrem a temporada 26/27 da segunda divisão da Alemanha. A 2. Bundesliga retorna com dezoito times brigando para subir para a elite, se estabelecer na divisão ou não cair para a 3. Fussball-Liga — cada um com a sua própria batalha.

Os destaques, claro, vão para os recém rebaixados Wolfsburg, Heidenheim e St. Pauli — a primeira temporada, desde 19/20, com três equipes vindo da Bundesliga. Contudo, a competição deverá ir além desses três clubes, como é o habitual na segunda divisão alemã; nos últimos cinco anos, o único "bate-volta" ocorreu com o Schalke e o Werder Bremen, ambos na temporada 20/21.

Para as equipes promovidas, foram três que não conseguiram se manter na 2.Bundesliga após o acesso: Wehen Wiesbaden (23/24), Jahn Regensburg (24/25) e o Ulm (24/25).

O que há de novo?

O Energie Cottbus retorna à segunda divisão após doze anos. Neste meio tempo, o time disputou a terceirona e chegou a ficar seis temporadas seguidas na quarta divisão, antes de emendar duas na terceira e subir para a 2.Bundesliga. O time conseguiu o acesso ao conquistar a segunda posição da 3 Fussball-Liga, cujo campeão foi o Osnabruck — que retorna após o grande fiasco em 23/24.

Os que vieram da Bundesliga

O Wolfsburg retorna à segunda divisão após vinte e nove anos, tendo a queda decretada nos playoffs de acesso ante o Paderborn (empate em 0 a 0, na ida; e derrota por 2 a 1, na volta). Com um mercado bastante ativo, tendo contratado Fabian Reese, Fazer Hornby, Elvis Rexhbecaj, Timon Wellenreuther e Muhammed Damar, os Lobos não deverão sofrer com o iminente desmanche, que já levou Daghim, Koulierakis, Majer, Wimmer e Wind.

O Heidenheim e o St. Pauli, por sua vez, não fizeram contratações de impacto e tem uma realidade muito distinta do time do Wolfsburg. Até o momento, eles mais baixas do que contratações significativas: o Blau-Rot viu Schimmer, Dorsch e Traoré (além do meia Ibrahimovic, emprestado do Bayern de Munique) deixarem o clube, ao passo que os Piratas viu Irvine, Vasilj e Saliakas seguirem o seus respectivos rumos.

Antigos favoritos e incógnitas

Perdendo o gás na reta final de 25/26, além de não ter um bom desempenho em casa, o Hannover manteve a base e trouxe reforços para o sistema defensivo (Hugonet). Seguindo com Christian Tietz no comando e tendo, até o momento, apenas duas baixas significativas (Asenko e Yokota), os Diabos Vermelhos devem seguir na luta para retornar à elite alemã.

Já o Darmstadt, que terminou o campeonato passado na quinta colocação, perdeu os seus dois principais atacantes deixarem a equipe (Lindberg e Horby) e um dos seus principais meias, Killian Corredor, deixando um grande ponto de interrogação para a temporada 26/27.

Brigam pelo rebaixamento?

Um dos grandes motivos para a segunda divisão da Alemanha ser eletrizante é a intensa disputa contra o rebaixamento: na temporada passada três times terminaram empatados com 37 pontos, com o Fortuna Dusseldorf levando a pior e sendo rebaixado. Para esta, o histórico indica que o Eintracht Braunschweig, Magdeburg, Dynamo Dresden, Greuther Furt e Arminia Bielefeld terão de quebrar o histórico de fracassos na competição.

Assim como foi com o Dusseldorf, haverá outra surpresa nessa luta contra o descenso?

Olho nos clássicos

Como eu sempre costumo reforçar por aqui, não pensem que não há grandes rivalidades na Alemanha. E nesta temporada, o campeonato segue com os derbys mais corriqueiros nos últimos anos (Nuremberg x Greuther Furth; Hannover x Eintracht Braunschweig; Dynamo Dresden x Magdeburg; Kaiserslauter x Karlsruher e Arminia Bielefed x Osnabruck.

Desse tempo em que eu escrevo para o Alemanha FC, certamente umas das coisas em que eu sou mais repetitivo foi sobre o equilíbrio eletrizante que a 2.Bundesliga é capaz de produzir.

Bom, para a temporada 26/27, a empolgação continua a mesma!


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