Por Guilherme Costa
Após seis temporadas, o Hamburgo finalmente conseguiu retornar à Bundesliga. Então, como começar um texto sobre a segunda divisão alemã sem citar a grande história da competição nos últimos anos? Bom, ainda há gigantes em busca de redenção: Schalke, Nuremberg, Kaiserslautern, Fortuna Dusseldorf — todas equipes que há um tempo não frequentam a primeira divisão. Há, também, outras equipes tradicionais na luta pelo acesso, como o Hannover, Hertha Berlin, Karlsruher, Magdeburg e Dynamo Dresden.
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Para além das "equipes de massas", como gostamos de identificar times com grande torcida, a 2.Bundesliga também tem equipes pequenas que tem conseguido êxito na competição, como os recentes exemplos do Union Berlin e Heidenheim. Para 25/26, teremos de olhar para o Elversberg, que quase conseguiu o inédito acesso à Bundesliga na temporada passada, e os competitivos Paderborn e Darmstadt.
A última parte da peça, que é a 2.Bundesliga, são os times que foram rebaixados da Bundesliga e os que subiram da 3-Fussball Liga (a terceira divisão). Em qual nível eles chegam para a segunda divisão? Fortalecidos ou sofrerão o impacto da nova realidade?
Em vez de eu fazer um exercício de futurologia, que é a tônica das crônicas e análises sobre o início de um campeonato, eu percebi que o grande ponto é olhar para quais histórias serão o ponto de partida das equipes (o Preussen Munster, por exemplo, conseguirá fazer uma temporada mais segura ou, novamente, brigará contra o rebaixamento até a última rodada? ).
Novos favoritos
Fortuna Dusseldorf: sob o comando de Daniel Thioune, o Fortuna quase subiu para a primeira divisão na temporada retrasada, quando foi vítima da remontada do Bochum nos playoffs de acesso. Na temporada passada, a equipe competiu até o final pela ponta da tabela. Para esta temporada, algumas peças importantes foram embora (Ísak Bergmann Jóhannesson e Dawid Kownacki) e outras ficaram (Florian Kastenmeier, Oberdorf e Matthias Zimmermann); com as contratações, El Azzouzi, Rasmussen e Cedric Itten, o F96 pretende seguir competitivo nessa temporada!
Hannover 96: o Hannover é o time que eu torço (ou simpatizo), então há um componente um pouco passional no que eu escrevo — sobretudo no caso de alguns jogadores que deixaram a equipe. Entretanto, é importante ressaltar que a contratação do técnico Christian Titz (comandante do surpreendente e frenético Magdeburg da temporada passada); o pontapé para a mudança das insossas recentes temporadas foi dado, que foi completado com as chegadas de Pichler, Allgeier, Wörl e Neubauer.
Destaco, também, o Paderborn, Karlsruher, Kaiserslautern (que precisa passar por cima do melancólico final da temporada passada), Magdeburg (que precisa vencer mais em casa) e o Nuremberg (que precisa ser menos instável): times que foram competitivos na temporada passada. E o Elversberg ? O Elversberg é uma situação interessante, já que perdeu vários destaques da temporada passada: Damar, Neubauer, Asslani, Sahin, Fellhauser e o treinador Horst Steffen. Para um time pequeno, esse tipo de desmanche costuma ser cruel.
Schalke 04 e Hertha Berlin no meio de tabela novamente?
Embora houvesse um certo exagero sobre as situações de (principalmente) Schalke e Hertha, de fato as tradicionais equipes flertaram com a queda para a terceira divisão — que poderia ser maior, caso Preussen Munster, Braunschweig e Ulm fossem melhores. Mas, calma lá! A situação não foi tão agônica assim. O ponto agora é: fazer uma temporada, no mínimo, mais segura.
Os Azuis Reais contam com os retornos de Matriciani, Lasme e a permanência de Karius (àquele mesmo), Sylla e Karaman; ao passo que o Hertha conta com novas aquisições (Kownacki e Seguin, ex-Schalke) para ter uma sorte melhor em 25/26,
Curiosamente, o confronto entre os dois times será a abertura da temporada (amanhã, às 15:30, horário de Brasília).
Velhos conhecidos na luta contra o rebaixamento
Eintracht Braunschweig: na temporada 16/17, o Braunschweig terminou a temporada na terceira colocação e não conseguiu retornar à elite alemã via playoffs. De-lá-pra-cá, quando não caiu, lutou até o fim para escapar do descenso para a terceira divisão. Para essa temporada, as expectativas não são muito diferentes do sofrimento habitual; para piorar, o atacante Rayan Philippe partiu para Hamburgo. Pelo menos o meio Tempelmann segue.
Outro time que tem se acostumado entre as idas e vindas entre a segunda e a terceira divisão é o Dynamo Dresden. A tradicional equipe alemã, uma das principais campeãs da Alemanha Oriental e dono de uma das mais legais torcidas do país, terá outra chance de mudar os rumos da sua recente história.
Mas o grande destaque vai para o Arminia Bielefeld. A sensação da Copa da Alemanha 24/25 manteve a base que garantiu o retorno a 2.Bundesliga, perdendo apenas o meia Woll, e levou o Arminia à Berlin no final da temporada. Os rebaixamentos seguidos em 21/22 e 22/23 foi parcialmente superado, e o nova temporada será um novo passo para que a equipe possa retornar à elite alemã.
Parafraseando o perfil do X (antigo Twitter), Bundesliga Brasil 2, a 2. Bundesliga é a liga de acesso mais eletrizante do planeta. E, pelo histórico, 25/26 irá render grandes emoções.
Great breakdown of the 2. Bundesliga! Just like teams need the right strategy to fight for promotion, students sometimes need the right support to tackle exams. Using a reliable GED exam helper made my experience much easier—I even got my GED exam completed smoothly and stress-free.
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