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Arrogância, fracasso, decepção e raiva. Joachim Löw faz avaliação sobre o fiasco alemão na Copa

O técnico Joachim Löw convocou a seleção alemã pela primeira vez após o fiasco na Copa do Mundo deste ano, na Rússia, quando a Mannschaft sequer passou da fase de grupos e deu vexame. Dos nomes que foram ao Mundial, seis ficaram de fora.

Clique aqui e confira os 23 convocados. Tem novidade na lista com as presenças dos estreantes Thilo Kehrer, Nico Schulz e Kai Havertz, além dos retornos de Sané, Petersen e Tah.

Na entrevista coletiva, o comandante fez uma avaliação bem profunda sobre a participação da equipe na Copa. Ele admitiu erros estratégicos e táticos e prometeu mudar a postura a partir de agora.

"A Copa do Mundo foi um fracasso absoluto, não há porque encobrir isso. Todos ficaram abaixo de suas possibilidades, e merecidamente pagamos por isso", disse Löw.


"Os primeiros dias depois da eliminação foram caracterizados por grande decepção e raiva. Mas no quarto dia me encontrei com o Bierhoff e conversamos, certamente nos questionamos. Mas sentimos que, mesmo depois de 14 anos e a decepcionante participação na Rússia, ainda temos a motivação e a força para recolocar a seleção alemã em seu curso", comentou.

Joachim Löw fez uma comparação do time alemão de 2018 com o elenco da Copa de 2010, que era caracterizado pelo contra-ataque em velocidade. Para Jogi, a mudança no estilo de jogo com mais posse de bola foi uma coisa forçada, já que a Alemanha ficou mais visada depois do título de 2014.

"Esse foi o meu maior erro de julgamento, ter acreditado que, com esse estilo dominante, nós passaríamos pelo menos da fase preliminar. Isso beirou a arrogância. Queria levar esse estilo de jogo ao extremo, queria aperfeiçoar o futebol de posse de bola. Exageramos no risco e eu deveria ter montado a equipe de uma forma mais variável", comentou o técnico.

"Tivemos mais chances de gols do que nas Copas do Mundo de 2010 e 2014, mas nunca marcamos tão poucos gols", disse Löw.

Sobre Özil

Löw também falou sobre a aposentadoria de Mesut Özil, que admitiu ter sido alvo de preconceito dentro da seleção. "Acho que subestimamos a situação com as fotos (tiradas com Erdogan, presidente turco), eu também. Este tema gastou muita energia. Para mim estava claro que eu convoquei Gündogan e Özil por razões esportivas", avisou.

"O assessor me informou da aposentadoria de Özil. O próprio jogador não me ligou. Nesses casos, no passado, sempre tivemos boas conversas com os atletas. Durante todo esse tempo em que estou na Federação Alemã, nunca houve uma abordagem de comentários racistas em nossa equipe. Özil e Gündogan sempre se identificaram com os valores da seleção", finalizou.

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