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Dúvidas, incógnitas e afins: Joachim Löw permanece no comando técnico da Alemanha

Por Taynã Melo
@melonomatopaico

Manutenção no cargo após maior vexame da Mannschaft só será válida se treinador tiver coragem para mudar

Não adiantou enquete na Kicker e o pedido de 74% dos internautas pela saída. O pior vexame da história do futebol alemão também não foi suficiente. Em conversa entre os homens-forte do esporte na Alemanha e todas as suas cúpulas, Joachim Löw permanece no comando técnico da Mannschaft. Seu contrato, estendido até a Copa 2022 na cerimônia da convocação para o Mundial 2018, será mantido.

Após a terra completamente devastada e destruída, com destroços para todos os lados, a palavra que cerca todo o momento é incerteza. O mandatário da DFB (Federação Alemã de Futebol), Reinhard Grindel, já havia dado todo o suporte a Löw quando a eliminação estava ainda mais doída. O técnico pediu um tempo para pensar e fazer uma autoanálise de seu trabalho. E veio a confirmação do fico.


"Tivemos uma conversa muito aberta e tranquila. Levantamos muitos pontos. Estamos todos convencidos de que temos com Joachim Löw um treinador nacional que vai analisar muito cuidadosamente e tomar os passos certos. Löw e Bierhoff deve ter o tempo necessário para trabalhar até a próxima competição, em que seremos desafiados na Uefa Nations League imediatamente para apresentar uma análise abrangente", afirmou Grindel.

O técnico que esteve presente no momento de maior glória e no pior vexame acha que é o personagem certo para dar a guinada necessária na Mannschaft. "Sou muito grato pela confiança que a DFB mantém em mim. Eu também sinto, apesar das críticas justificadas sobre nossas atuações, muito apoio e encorajamento. A minha decepção ainda é enorme, mas eu gostaria de fazer todo o empenho para reconstruir. Vou analisar junto com minha equipe, liderar discussões. Tudo isso leva tempo, mas tudo vai acontecer a tempo do início da nova temporada internacional em setembro”, disse.

Diante dos fatos e das citações dos envolvidos, cabe a discussão se a permanência é válida e até que ponto a manutenção é boa para a seleção.

Olho na base

Antes de tudo, vamos analisar toda a mentalidade da DFB na construção do trabalho. A ideia é de desenvolver e aprimorar talentos que surgem em todo o país, desde as categorias de base. Prova disso é o elenco com bons nomes que conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Ainda com um “time C”, nomes como Ginter, Süle, Brandt, Goretzka e Nils Petersen – presente na lista prévia dos 27 nomes – estavam no Rio de Janeiro e na Rússia dois anos depois.


E esse é o ponto. Vai ser uma renovação ou vai haver proteção aos medalhões, como aconteceu na Copa do Mundo 2018? Embora os nomes supracitados estivessem presentes, foi notória a subutilização dos jovens atletas, usados no momento de maior desespero. Nomes como Jérôme Boateng, Özil, Khedira, Thomas Müller, Mario Gómez e outros vão continuar a ter cadeiras cativas

Essas dúvidas serão respondidas com o tempo. Se a DFB e a DFL deram votos de confiança a Löw, acredito que a torcida deve também apoiar a decisão. Aliás, apoio nunca faltou dos torcedores.

O primeiro desafio após a maior vergonha do futebol germânico será no começo de setembro. Daqui a pouco mais de dois meses, a Alemanha enfrenta a França na estreia da Uefa Nations League. Pode ser um teste entre os dois últimos vencedores da Copa – caso Les Bleus permaneçam com êxito e conquistem o bicampeonato mundial na Rússia.

A incerteza permanece. As incógnitas são muitas. Que o futuro – a curto, a médio e a longo prazo – tragam melhores ventos para o ambiente teutônico a fim de reconfortar os corações e o espírito da torcida.

Um comentário:

  1. Este vexame de proporções "épicas" vai levar um tempo para ser absorvido e a seleção voltar a disputar títulos (o que afinal de contas é a exigência à que se espera das federações de topo). Não se sai de uma situação como esta, da noite para o dia - iludem-se aqueles que pensam numa retomada imediata. O desempenho nesta Copa mostrou, por mais incrível que pareça, uma Alemanha desorganizada (vide o Neuer no último jogo), lenta, descompromissada (jogador dando risada e tirando foto com torcedor, após perder o jogo de estreia de forma bisonha), apática - elenco rachado (veteranos x novatos). O nível técnico desta copa foi baixo, com o elenco de que dispunha a mannschaft poderia chegar as finais normalmente (A Inglaterra com sub 23 bem mais ou menos, quase chegou a final). E agora, "a pá de cal", com duas decisões de melindre, uma da Comissão Técnica (inteira) em se prender ao cargo, sem a grandeza de reconhecer o abissal fracasso e se desvincular do comando (permitindo a DFB recomeçar com outros profissionais, para uma renovação) e por outro lado a própria DFB (talvez ainda pior) mantendo a Comissão Técnica, contra todas as evidências de que não tem mais condições de comando e por conseguinte de competitividade no nível esperado. Qual outro vexame terá que ocorrer para a DFB tomar a medida que se impõem pelos fatos? O que assusta é que o fundo do poço pode ser sempre um pouco mais fundo do que parece olhando da superfície - A Itália que o diga (após 2006)... Tudo isto é muito "chato", acho que quem admira o futebol da seleção alemã terá uns dois ou três ciclos entre copas muito difíceis e decepcionantes! Fica a boa lembrança de 2014, ao menos este feito não se perde, nem se macula, fica registrado na história - Deverá demorar um pouco para se reviver tal alegria! Abraços a todos e parabéns pelo site - ele é muito legal!

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