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A incrível história do homem que foi ao estádio só uma vez na vida! E testemunhou o "Milagre de Berna"

Oskar Schmitt, de 89 anos de idade, não é fã de futebol. Nascido na cidade alemã de Ebern, que fica no estado da Baviera, o aposentado foi assistir a um jogo no estádio apenas uma vez na sua vida. Isso lá na década de 50.

E o destino reservou ao Sr. Schmitt que essa única partida da vida tenha sido um dos jogos mais emocionantes, surpreendentes e importantes de toda história. Em 4 de julho de 1954, ele esteve no estádio Wankdorf, em Berna, na Suíça, e presenciou o famoso "Milagre de Berna".

Naquele dia, a Alemanha venceu a temida Hungria de Puskas por 3 a 2 na final da Copa do Mundo de 1954 e conquistou seu primeiro título mundial.

Puskas, aos 6 minutos, e Czibor, aos 8, colocaram os húngaros em vantagem. Mas a Alemanha se superou e virou com um gol de Max Morlock (10 minutos) e dois de Helmuth Rahn (18 do 1º tempo e 39 do 2º tempo).


Lembrando que nesta mesma Copa, na primeira fase, a Hungria já havia vencido a Alemanha pelo incrível placar de 8 a 3. Até por isso, os húngaros eram os grande favoritos à conquista do título.

Voltando a Oskar Schmitt. Nesta época, com 23 anos de idade, ele vivia na Suíça como trabalhador sazonal na agricultura. No dia da final, dois amigos alemães o convenceram a pedalar 27 quilômetros na direção de Berna para sentir o clima da final e, quem sabe, conseguir acompanhar a Mannschaft no estádio.

"Vamos fazer o que lá?", disse Schmitt para seus amigos, em entrevista ao Bild, citando a derrota por 8 a 3. E os ingressos para decisão já estavam esgotados há alguns dias.

Mesmo assim, os três rapazes pegaram suas bicicletas e foram para a cidade que receberia a final. Berna amanheceu com muita chuva e isso fez com que muitos suíços vendessem seus bilhetes para o jogo. 


"Eles já nos ofereceram os ingressos por 8 francos chegando na cidade. Quando chegamos ao estádio Wankdorf, eles custavam apenas 6, que era o preço padrão. Para comparação, uma cerveja naquela época custava 4 francos", comentou Oskar.

Schmitt e seus amigos conseguiram ingressos para o setor em pé, no lado norte do estádio. Primeira fileira, à beira do campo. "Todos nós vestimos o nosso melhor terno. E estávamos encharcados pela chuva", relembrou.

"Os húngaros marcaram dois gols logo no começo. Ficamos surpresos e assustados. Mas os espectadores suíços ficaram emocionados. Eles até exibiram uma faixa no estádio: 'Parabéns à campeã mundial Hungria'", contou o alemão.

E uma cena do jogo não sai da cabeça do torcedor da Alemanha. "Puskas se ajoelhou no chão, levantou os punhos e socou o gramado, arrancou a grama e tudo mais", disse. 

Esse lance aconteceu pouco antes do apito final, quando o capitão da Hungria havia marcado um gol que empataria o jogo em 3 a 3, mas o árbitro anulou a jogada por impedimento.


Depois da partida, Oskar Schmitt e seus amigos foram à cervejaria Kornhaus, em Berna, para celebrar. Os fãs suíços queriam parabenizá-los e ofereceram cerveja. Mas Schmitt não havia esquecido o cartaz dentro do estádio felicitando a Hungria campeã. E recusou.

"Não estavam do nosso lado, então não quis", disse.

Ainda no ano de 1954, Oskar Schmitt retornou à cidade de Ebern, na Alemanha, e nunca mais teve contato com os dois amigos do seu único jogo da vida. Mas isso até 2006. Com ajuda da sua filha, ele reencontrou Franz Seifert, um dos alemães que estavam com ele no estádio, relembrando a aventura do passado e colocando a conversa em dia.

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